Servir o vinho

Não sei se sabem, mas mandam os “bons costumes” e as regras de etiqueta que se sirvam as senhoras primeiro e depois os senhores e isso tudo, pela esquerda e etc. e tal… dava um livro da P. Bonone.

No entanto esta regras de etiqueta tem sempre o seu porquê. 

Serve esta introdução para descrever que o meu comportamento ao abrir uma garrafa de vinho na presença de outros convivas não deve ser encarado como mal educação nem qualquer atropelo ás ditas regras de etiqueta. 

É que quando abro uma garrafa de vinho o primeiro copo a servir é sempre o meu. 

 Não, não se trata de qualquer acto egoísta, nem muito menos terá algo a ver com a sede que possa ter na altura.  Se alguma vez me virem a fazer isso fiquem sabem que apenas não  vos quero servir: um vinho que possa estar passado; nem muito menos colocar no vosso copo algum pequeno pedaço de rolha que possa ter ficado na garrafa e que sai sempre para o primeiro copo.

 É assim que recomendo que façam (se quiserem – óbvio) e se alguém achar que é mal educação…

 pois é sempre tempo de evoluir, não é?

12 thoughts on “Servir o vinho

  1. Qual é a excepçãp ? O facto de se servir o Porto passando a garrafa da direita para a esquerda : “Sobre o Vinho do Porto construíram-se mais mitos e tradições, do que provavelmente sobre qualquer outro vinho. A maior parte destes são originários do povo inglês, que desde há séculos aprendeu a apreciar este vinho. O Vinho do Porto é tradicionalmente servido e passado da direita para a esquerda. A esta tradição dá-se o nome de “passing the port”, cultivada inicialmente pelos oficiais da armada inglesa. Com o “decanter” colocado em frente do anfitrião, este servia o seu convidado da direita e passava o “decanter” para o convidado da sua esquerda, sendo assim passado o “decanter” até chegar novamente ao anfitrião. Para o facto de o Vinho do Porto, ser sempre servido da direita para a esquerda podem-se encontrar várias explicações, a primeira de que seria um gesto de amizade para com a pessoa sentada à nossa esquerda. Servir um copo de vinho com a mão direita preveniria a possibilidade de pegar na espada ou no revólver. Mas contudo, temos como explicação mais razoável o facto de a maior parte das pessoas serem dextras e portanto ser muito mais fácil servir com a mão direita e passar o copo com a esquerda. Na tradição do Vinho do Porto é de má etiqueta pedir para passar o “decanter”, para tal o anfitrião deverá perguntar ao convidado mais perto do “decanter” se conhece o bispo de Norwich, ou de outra localidade inglesa. O objectivo não é de obter uma resposta, mas antes uma acção imediata, que lhe passe o Vinho. Contudo se tal não acontecer e a resposta for “Não”, dever-lhe-á ser dito que “o bispo é um excelente companheiro, mas nunca passa o Porto”. Embora se reconheça que a maior parte destes hábitos já não são seguidos é sempre interessante recordar alguns deles, especialmente no momento em que se está a servir um Vinho do Porto.”

    http://www.theportwine.com/gca/index.php?id=83

  2. Obrigadíssimo pela dica. Deixo os outros abrirem a garrafa que isto de ficar com resto de rolha sabe-me ao mesmo que trincar a fava do bolo rei.
    Mas esta da fava a asae já se encarregou de tirar do bolo

  3. relativamente ao porto também me sirvo primeiro🙂
    já agora o tipo de porto que o João Nuno fala são os Vintages. estes portos tem a particularidade de terem que ser bebidos em 24horas no máximo, se bem que aparecem agora umas opinio~es que os vintages com dois ou três dias também são muito “bebiveis”.. para os puristas o vintage assim é intragável.
    de qualquer modo e relativamente á etiqueta de passar o porto da direita para a esquerda, na taylor’s explicaram-me que assim o circulo á mesa não se quebrava e os maus espiritos não entravam. Também ao passar a garrafa da direita para a esquerda esta passa pelo coração tornando este um gesto de amizade.
    gosto desta ultima explicação:)

  4. Perdão (cliquei sem querer onde não devia)!

    Dizia eu, numa parceria Modelo – Revista de Vinhos, surge o GUIA DE RESTAURANTES E VINHOS DE PORTUGAL que, segundo vi no blog da Lota ( http://alotarestaurante.blogspot.com/2008/02/guia-de-restaurantes-e-vinhos-de.html ), tem muito poucos restaurantes dos Açores.
    Vê-se logo que não foi feito por alguém de cá. Se é só o que mostra lá, faltam imensos bons restaurantes. ttss
    O resto, vale a pena?

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