Mostra gastronómica da R. Grande
A outra cidade da ilha de S. Miguel realiza este fim de semana a sua I mostra gastronómica.
Basicamente consiste numa tenda de generosas dimensões com 4 restaurantes associados – cada um com um balcão virado para o interior da tenda e os esgotos a céu aberto nas traseiras – Mesas e bancos corridos muito ao jeito dos impérios do Espírito Santo que um pouco por toda a ilha se fazem.
O modo descontraído como podemos estar nestes locais é a sua verdadeira mais valia, pois ir “comer fora” em pratos de plástico, em chão nu com WC de plástico, etc.. não lembra a ninguém, no entanto a verdade é que estes festivais tem a sua procura e os seus fiéis clientes e só encontro esta mesma razão… o á vontade com que se está, e a descontracção generalizada de todo o ambiente.
Fui, e jantei em modo “petiscar” com um grupo grande que é o que se deve fazer nestas ocasiões. Chouriço e morcela frito de qualidade, chicharros grados mas saborosos, inhame, lapas, cracas.. as cracas estavam divinais.. tudo a acompanhar com cerveja tudo muito bem confeccionado. E assim se passa um jantar muito agradável.
…
ou não!
…
Ao lado da tenda das “barraquinhas” estava o palco (grande palco já agora.. melhor que o disponível para os supertramp ?!) onde a meio da nossa refeição começaram com… testes de som.
Estes testes consistiam em músicas Heavy Metal tocadas como deve ser – ou seja- no máximo volume permitido pela aparelhagem que como pude comprovar executa a sua função de forma superior. O que não é nada espectacular é comer umas saborosas lapas parecendo que estamos DENTRO DE UMA COLUNA DE SOM COM UM GAJO A VOMITAR AO MICRO.
Por várias vezes durante a refeição apeteceu-me levantar para me ir embora e era o que tinha feito se não estivesse em grupo. O som estava muito alto (independentemente do tipo de música) que fez com que ficássemos com a comida ás voltas. Não conseguíamos sequer falar com a pessoa ao nosso lado a não ser aos gritos! e para pedir algo ao empregado era um verdadeiro exercício de mímica. Enfim, claramente a rever pela organização a colocação destas duas infraestruturas. Para a zona de comidas uma pequena aparelhagem com cd’s e música ambiente é muito mais que o suficiente, e para a zona do palco provavelmente a tenda só estorvava.
É caso para dizer: Não é com vinagre que se apanham moscas, e a mim nunca mais me apanham!
Olá Paulo,
sou um terceirense perdido no Brasil já lá vão muitos anos e um interessado por tudo que se refere aos comes e bebes , por isso sempre ando pela Net a pesquisar e sempre que me deparo com alguem da terrinha atenção redobra. Adorei o teu texto das feiras ditas “gastonomicas”.perfeito .Dizes tudo.Se me permites vou colar e enviar para os amigos dai .Espero que logo logo percebam o potencial da nossa gastronomia e façam a coisa como deve ser.
Saudades de um polvo .
abraços gastronomicos do teu mais novo leitor
Pedro Botelho