O Restaurante Fifteen em Amesterdão é muito conhecido principalmente pelo seu ultra famoso dono – o Chefe Jamie Oliver.
Este restaurante pretende ser uma escola de formação a jovens que tem assim uma oportunidade de aprender uma profissão.
Ora bem… primeira impressão é que o restaurante será um tanto upscale pois os preços não são baratos e a fama normalmente acarreta uma quantas celebridades. Por isso a primeira preocupação que era o dress code foi resolvida por mim com uns jeans e uma camisa branca.. na pior das hipóteses parecia um empregado! felizmente ao lá chegar constatei que a t-shirt deles era preta. E os restantes convivas pareciam que estavam em algum parque tal era a descontracção. ( O primeiro impacto foi até avassalador com uma conviva descalça logo ao entrar da sala). A sala é decorada num misto de bairro da lata com graffitis com uns toques de design como os bonitos candeeiros de autor. Parece que estamos num barracão… mas com um twist.
Primeiro impacto superado .. muita atenciosidade dos empregados, a carta estilo jornal foi entregue e que iam buscar a carta de vinhos….. nunca mais vi a empregada.
A sério.. passados que foram uns…. 25 minutos lá alguém veio receber o nosso pedido. devo explicar que durante esse tempo fomos observando o “ambiente” e o show da festa são mesmo os empregados que adam tipo baratas tontas por toda a sala, completamente perdidos. Não há ali qualquer tipo de organização pelo que cada empregado pode atender, recolher,ou o que quer que seja de qualquer mesa… e eles fazem questão de deambular por toda a sala, o que obviamente nem para o mais experientes dos empregados é fácil quanto mais para aprendizes.
Também achamos falta de alguém que estivesse a coordenar.. não vejo na sala quem possa ensinar.. mas ensinar mesmo, e não percebo como é que eles aprendem alguma coisa.
continuando: pedimos um menu degustação que consiste em escolhermos 1 das anti-pasti, 1 das entradas, 1 prato principal e 1 sobremesa. 46€… Uiii. Bebeu-se um Merlot chileno de 2007 muito, muito bom. (30€).
Pediu-se uma salada “Jamie sexi salade” com variadíssimas alfaces , figos, panceta crocante, e queijo grana padano. estava divinal. Provou-se também o “Fifteen amazing anti-pasti” que consiste numa selecção de várias pequenos petiscos como azeitonas, ou queijo de buffala com Pesto.. etc. Estava também divinal. Começou bem a refeição se bem que o vinho só chegou a meio das entradas.
Acompanhou pão saído do forno com azeite tudo muito saboroso.
Como entrada pedimos todos rissoto. Este com mexilhão, açafrão, favas verdes e manjericão. Aqui a primeira impressão foi de algum desanimo, mas assim que o manjericão entrou em cena o prato revelou-se muito saboroso. Acho que aqui a espectacularidade do manricão em folhas inteiras ao centro do rissoto fica muito bem para um programa de tv, mas num restaurante muitas pessoas vão afastar “aquelas folhinhas” e o prato perde-se. No entanto os pontos estavam mais que certos!
Para prato principal … um bife de carne angus grelhado acompanhado com vegetais verdes e tomates secos ao sol. Ora bem a apresentação da “coisa” é excelente, mas o sabor… que grande mer”#%!$%&. Ou seja a carne era de primeirissima qualidade e foi grelhada no ponto, mas não temperaram a carne… em vez disso cobrira-na com um molho de …. carne assada. Tudo estragado. Este molho de “carne assada” é baseado num prato tipico do norte da europa que basicamente consiste em carne guizada muito lentamente e os seus molhos aproveitados bastante apurados tornando este molho denso e com muita gordura resultando num sabor muito intenso e forte. Ora este molho se bem que mais leve era muito similar e consistia no unico tempero da carne. A ligação não resultou, pois para mim um prato de boa comida nunca pode saber a carne assada nem muito menos a carne guizada!!
Quanto ao peixe salteado em manteiga com ervas, consistia num lombo de pescada cozido no ponto (espectacular a cozedura) com ervas aromáticas e acompanhava uma tira de polenta frita. O peixe estava sem sabor mas mesmo o próprio peixe (tipo pescada) é semsaborão o que torna o prato sem graça. Se fosse um peixe gordo eu compreendia mas assim…. assim não.
Como não tínhamos escolhido as sobremesas foram mais 20 minutos para levarem o nosso pedido. Uma tarte de limão muito saborosa, e uma panna cotta também muito bem elaborada.
Parece-me que naquele restaurante a cozinha manda na sala. Ou seja, os pratos saem da cozinha e não podem ficar em cima do balcão nem mais do que 1 minuto… até vimos servirem pratos que ainda não estavam completos tal é o afã de tirarem os pratos do balcão da cozinha.
Só me lembrava dos meus amigos Filipe Rocha e seus colaboradores (EFTH) e do Acácio Oliveira (Colmeia) que em três dias ponham aquela malta a andar toda num “pé só”.
Em resumo. Uma experiência que não vou repetir, e não aconselho a ninguém.
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