Arquivo

Archive for Julho, 2009

Parque subterrâneo

Na Avenida marginal em Ponta Delgada foi construido um (que são dois) parque subterrâneo de estacionamento de viaturas.

Pareceu-me a mim que essa foi uma solução de visão de futuro e que mereceu desde sempre o meu apoio. Aliás, ainda mal estava pronto e alguns diziam que era um “elefante branco” e que nunca mais se iam encher aquilo. Sempre achei que não, muito pelo contrário.

Por exemplo quem já fez férias no Funchal – destino turístico em que é necessário alugar carro, tal como em S. Miguel – sabe do desatino e da exasperação que é, estacionar o carro no centro do Funchal, dada a falta de lugares. Não que não tenha estacionamento… o Funchal tem dois enormes parques de estacionamento nas pontas da sua avenida, o problema é que a maioria destes lugares estão “reservados” para os locais pelo que não há lugar (haver há… mas não há) para os pobres turistas que tem que estacionar com a sua melhor imaginação resultando invariavelmente num aumento das receitas da PSP de trânsito local.

Claro que não iamos fazer isso por cá pois não?

——-

PARQUE SUBTERRANEO DAS PORTAS DO MAR TEM +/- 65% DA SUA CAPACIDADE RESERVADA A LOCAIS  DAS 08:00 ás 20:00!!!!!

opps!

e agora?.. é que nem para os “outros” locais  aquilo se abre.

e depois vem com cenas destas?

bahhh!

Categories: Postas

Mais depressa se apanha um coxo

23, Julho 2009 opapa 7 comments

do que um aldrabão.

e a SATA já devia saber melhor:

Desde á vários meses que a SATA deixou de distribuir jornais aos seus passageiros que viajam em classe económica.

Para diminuir a sua pegada ambiental” diz a SATA.

Eu sempre achei que isso era tudo uma treta muito enfeitada e que o que estava em causa era mesmo o ultimo paragrafo da noticia que já linkei, ou seja – carcanh€l.

A prova provada é que nos voos de Frankfurt para Ponta Delgada são distribuídos jornais alemães a todos os passageiros que os queiram – e logo os jornais alemães que são ainda maiores do que o jornal da bola antigo ( para quem não  se lembra era ainda maior que uma folha A3)

e agora?

os jornais alemães não deixam pegadas?

ou são mais baratos?

ou o preço pago por passageiro obriga a um mínimo de decência no serviço?

Poema

Não é habito deste blog haver lugar a poesia de qualquer espécie, isso apesar dos melhores esforços da minha professora primária D. Lídia Mendonça – ela sim uma poetiza de primeira água.

Peço por isso desculpa aos “habitues” desta casa pela afronta, mas vou aqui deixar um Poema.

Este é um poema que não foi feito para ser declamado do modo clássico, nem sequer, lido no nosso recanto de um modo intimista.

No entanto não posso deixar de resistir ao apelo deste poeta dos nossos tempos.

Este é um poema que se quer cantado em altos decibéis… muitos e muitos decibéis que algumas cabeças são duras e é preciso gritar para “entrar”!

“Go, shout it out, rise up
Oh, oh
Escape yourself, and gravity
Hear me, cease to speak that I may speak
Shush now
Oh, oh
Force quit and move to trash

Restart and re-boot yourself
You’re free to go
Oh, oh
Shout for joy if you get the chance
Password, you, enter here, right now

Oh, oh
You know your name so punch it in
Hear me, cease to speak that I may speak
Shush now
Oh, oh
Then don’t move or say a thing”

Bono in No line on the Horizon by U2.

Aqui fica como deve ser declamado:

Categories: Música, Postas

Fifteen at Amsterdam

19, Julho 2009 opapa 2 comments

O Restaurante Fifteen em Amesterdão é muito conhecido principalmente pelo seu ultra famoso dono – o Chefe Jamie Oliver.

Este restaurante pretende ser uma escola de formação a jovens que tem assim uma oportunidade de aprender uma profissão.logo_fifteen

Ora bem… primeira impressão é que o restaurante será um tanto upscale pois os preços não são baratos e a fama normalmente acarreta uma quantas celebridades. Por isso a primeira preocupação que era o dress code foi resolvida por mim com uns jeans e uma camisa branca.. na pior das hipóteses parecia um empregado! felizmente ao lá chegar constatei que a t-shirt deles era preta. E os restantes convivas pareciam que estavam em algum parque tal era a descontracção. ( O primeiro impacto foi até avassalador com uma conviva descalça logo ao entrar da sala). A sala é decorada num misto de bairro da lata com graffitis com uns toques de design como os bonitos candeeiros de autor. Parece que estamos num barracão… mas com um twist.

Primeiro impacto superado ..  muita atenciosidade dos empregados, a carta estilo jornal foi entregue e que iam buscar a carta de vinhos….. nunca mais vi a empregada.

A sério.. passados que foram uns…. 25 minutos lá alguém veio receber o nosso pedido. devo explicar que durante esse tempo fomos observando o “ambiente” e o show da festa são mesmo os empregados que adam tipo baratas tontas por toda a sala, completamente perdidos. Não há ali qualquer tipo de organização pelo que cada empregado pode atender, recolher,ou o que quer que seja de qualquer mesa… e eles fazem questão de deambular por toda a sala, o que obviamente nem para o mais experientes dos empregados é fácil quanto mais para aprendizes.

Também achamos falta de alguém que estivesse a coordenar.. não vejo na sala quem possa ensinar.. mas ensinar mesmo, e não percebo como é que eles aprendem alguma coisa.

continuando: pedimos um menu degustação que consiste em escolhermos 1 das anti-pasti, 1 das entradas, 1 prato principal e 1 sobremesa. 46€… Uiii. Bebeu-se um Merlot chileno de 2007 muito, muito bom. (30€).

Pediu-se uma salada “Jamie sexi salade” com variadíssimas alfaces , figos, panceta crocante, e queijo grana padano. estava divinal. Provou-se também o “Fifteen amazing anti-pasti” que consiste numa selecção de várias pequenos petiscos como azeitonas, ou queijo de buffala com Pesto.. etc. Estava também divinal. Começou bem a refeição se bem que o vinho só chegou a meio das entradas.

Acompanhou pão saído do forno com azeite tudo muito saboroso.

Como entrada pedimos todos rissoto. Este com mexilhão, açafrão, favas verdes e manjericão. Aqui a primeira impressão foi de algum desanimo, mas assim que o manjericão entrou em cena o prato revelou-se muito saboroso. Acho que aqui a espectacularidade do manricão em folhas inteiras ao centro do rissoto fica muito bem para um programa de tv, mas num restaurante muitas pessoas vão afastar “aquelas folhinhas” e o prato perde-se. No entanto os pontos estavam mais que certos!

Para prato principal …  um bife de carne angus grelhado acompanhado com vegetais verdes e tomates secos ao sol. Ora bem a apresentação da “coisa” é excelente, mas o sabor…  que grande mer”#%!$%&.  Ou seja a carne era de primeirissima qualidade  e foi grelhada no ponto, mas não  temperaram a carne… em vez disso cobrira-na com um molho de …. carne assada. Tudo estragado.  Este molho de “carne assada” é baseado num prato tipico do norte da europa que basicamente consiste em carne guizada muito lentamente e os seus molhos aproveitados bastante apurados  tornando este molho denso e com muita gordura resultando num sabor muito intenso e forte.  Ora este molho se bem que mais leve era muito similar e consistia no unico tempero da carne. A ligação não resultou, pois para mim um prato de boa comida nunca pode saber a carne assada nem muito menos a carne guizada!!

Quanto ao peixe salteado em manteiga com ervas, consistia num lombo de pescada cozido no ponto (espectacular a cozedura) com ervas aromáticas e acompanhava uma tira de polenta frita. O peixe estava sem sabor mas mesmo o próprio peixe (tipo pescada) é semsaborão o que torna o prato sem graça. Se fosse um peixe gordo eu compreendia mas assim…. assim não.

Como não tínhamos escolhido as sobremesas foram mais 20 minutos para levarem o nosso pedido. Uma tarte de limão muito saborosa, e uma panna cotta também muito bem elaborada.

Parece-me que naquele restaurante a cozinha manda na sala. Ou seja, os pratos saem da cozinha e não podem ficar em cima do balcão nem mais do que 1 minuto… até vimos servirem pratos que ainda não estavam completos tal é o afã de tirarem os pratos do balcão da cozinha.

Só me lembrava dos meus amigos Filipe Rocha e seus colaboradores (EFTH) e do Acácio  Oliveira (Colmeia) que em três dias ponham aquela malta a andar toda num “pé só”.

Em resumo. Uma experiência que não vou repetir, e não aconselho a ninguém.

Categories: Restaurantes

Assim se explica o “cástrol” e outras bolhas

7, Julho 2009 opapa 1 comment

Um artigo imperdivel que já está a dar imensa celeuma.

 

The Great American Bubble Machine

Categories: Postas

Mostra gastronómica da R. Grande

5, Julho 2009 opapa 1 comment

A outra cidade da ilha de S. Miguel realiza este fim de semana a sua  I mostra gastronómica.

Basicamente consiste numa tenda de generosas dimensões com 4 restaurantes associados – cada um com um balcão virado para o interior da tenda e os esgotos a céu aberto nas traseiras – Mesas e bancos corridos muito ao jeito dos impérios do Espírito Santo que um pouco por toda a ilha se fazem.

O modo descontraído como podemos estar nestes locais é a sua verdadeira mais valia, pois ir “comer fora” em pratos de plástico, em chão nu com WC de plástico, etc.. não lembra a ninguém, no entanto a verdade é que estes festivais tem a sua procura e os seus fiéis clientes  e só encontro esta mesma razão… o á vontade com que se está,  e a  descontracção generalizada de todo o ambiente.

Fui, e jantei em modo “petiscar” com um grupo grande que é o que se deve fazer nestas ocasiões. Chouriço e morcela frito de qualidade, chicharros grados mas saborosos, inhame, lapas, cracas.. as cracas estavam divinais.. tudo a acompanhar com cerveja tudo muito bem confeccionado. E assim se passa um jantar muito agradável.

ou não!

Ao lado da tenda das “barraquinhas” estava o palco (grande palco já agora.. melhor que o disponível para os supertramp ?!) onde a meio da nossa refeição começaram com… testes de som.

Estes testes consistiam em músicas Heavy Metal tocadas como deve ser – ou seja- no máximo volume permitido pela aparelhagem que como pude comprovar executa a sua função de forma superior. O que não é nada espectacular é comer umas saborosas  lapas parecendo que estamos DENTRO DE UMA COLUNA DE SOM COM UM  GAJO A VOMITAR AO MICRO.

Por várias vezes durante a refeição apeteceu-me levantar para me ir embora  e era o que tinha feito se não estivesse  em grupo. O som estava muito alto (independentemente do tipo de música) que fez com que ficássemos com a comida ás voltas. Não conseguíamos sequer falar com a pessoa ao nosso lado a não ser aos gritos! e para pedir algo ao empregado era um verdadeiro exercício de mímica. Enfim, claramente a rever pela organização a colocação destas duas infraestruturas. Para a zona de comidas uma pequena aparelhagem com cd’s e música ambiente é muito mais que o suficiente, e para a zona do palco provavelmente a tenda só estorvava.

É caso para dizer: Não é com vinagre que se apanham moscas, e a mim nunca mais me apanham!

Categories: Postas