João Paulo Martins II
Ontem apresentou o seu guia de vinhos para 2010.
Habituado que está a falar a conversa correu estreita e com algumas curiosidades.
Destaco o facto explicado pelo próprio que os vinhos tem notas mas.. em patamares, ou seja não é por um vinho ter nota 16,5 custando 5€ que é ,melhor que um que tem nota 16 mas que custe 20€. “São coisas diferentes” disse JPM.
Registei e comecei a compreender ainda melhor as suas pontuações.
Logo á tarde há curso de iniciação á prova dado pelo mesmo, no Hotel Colmeia. E amanhã há jantar vínico com JPM.
Hoje á noite a vinha/Hotel Marina também fazem um jantar vinico.
Não há fome que não dê fartura!!
Wine in Azores
1ª consequência do Wine in Azores: Uma reportagem muito elogiosa no ultimo numero da revista de vinhos, e…
4, sim quatro, restaurantes referenciados na revista de vinhos na secção “vá por nós”, a saber: Paladares da quinta, Colmeia Grill, 100 espinhas e O Gato Mia. Todos aprovados e recomendados por uma publicação lida por milhares de pessoas com elevado interesse no assunto.
João Paulo Martins
Apresenta hoje o seu Guia de vinhos 2010 pelas 18:00 na Colmeia Gourmet.
Pelo que soube JPM vai também dar um curso de iniciação á prova de vinhos (sexta e sábado) e haverá jantar vínico no Sábado. (inscrições no hotel colmeia)
Não é todos os dias que podemos estar com o autor da … biblia
Villa Maria
Não, não é um restaurante
Villa Maria é a marca de um dos maiores produtores de vinho da Nova Zelândia.
e deixem-me que vos explique algumas verdades na vida: nunca mas mesmo nunca ninguém provou um sauvignon blanc enquanto não tiver provado um deste pais como por exemplo este Private Bin da Villa Maria já da colheita de 2009! (Lá a colheita é em Maio).
O aroma intenso a casta a cor translucida e o exelente caracter do vinho são de assombrar o mais incauto. é certo que é um vinho directo .. mas que directa.. até explode com a sua força de aromas e suavidade de sabor.
Muito bom!
Presenciei a uma apresentação deste e de outros vinhos da Nova Zelândia. E a primeira impressão que fiquei foi que eles trabalham de uma forma muito profissional e sabem bem o que fazem.. no entanto a sua experiência em vinho é muito reduzida e as suas vinhas tem em média 10 anos de idade. Em apenas 6 anos o numero de produtores de vinho triplicou chegando agora quase aos 700. O produtores como o Villa Maria exportam muito mais do que qualquer produtor português !
Há apenas 25 anos começou a revolução vitinicola que trouxe a qualidade aos vinhos da Nova Zelandia. O excelente trabalho de promoção em Londres tem feito o resto sendo hoje considerado um Pais produtor de grande qualidade, e é mesmo!
E a comprovar que não só de sauvignon blancs vive a Nova Zelândia provei também um tinto Pinot Noir de quande qualidade e ainda um outro – para mim um dos grandes vinhos que provei este fim de semana (e foram centenas) um Cabernet / Merlot com uma complexidade de aromas e sabores, que deixaram metade da sala com a boca aberta. Tonalidade intensa com cor muito negra, boca cheia com especiarias e frutas compotadas tudo espectacular…
Gemelli
O mui famoso restaurante da nossa capital foi visitado por mim. E o resultado?
Bem, primeiro a sala, muito bonita em semi-circulo com janelas para a rua. A decoração é sóbria mesas grandes e bons assentos. Bons linhos também.
Fomos aconselhados a escolher um menu de degustação “ao sabor da inspiração no momento do chefe” foi o que nos foi dito, e aceitamos a opção de 4 pratos (32€).
“Querem também uma degustação de vinho a copo para cada prato?” Não por favor.
Veio a carta e -excelente surpresa. A carta é completa e a preços muuuuito bons. Exemplo: Torre do Esporão a 90€ (para quem gosta de gastar á farta) ou o CARM cozinheiros a 30€, que foi o que eu pedi.
Segunda surpresa- o empregado não percebia nada de vinhos e chegou até a enganar-se no ano da garrafa (com ela á sua frente) posssa!
O couvert é divinal com vários pãozinhos entre eles uma focaccia excelente, tudo para molhar num bom azeite virgem.
De seguida vieram os pratos… A sala não estava cheia aliás, a contar conosco não chegava aos vinte clientes e isso num sábado á noite (Já perceberam porque é que os grandes chefes em Portugal andam todos a fechar portas?) no entanto a “inspiração” do chefe parecia ter sido igual para todos. Ah pois!
-Um amuse bouche sem história, seguido de courgette panada (tempura! disse a menina por ser mais chique – claro) ao caril em papa (ela disse também ou outro qualquer nome chique) de queijo mozzarela- A tempura estava saborosa e no ponto quanto ao queijo…nada de especial.
De seguida um taglietinni negro aromatizado com caldo de marisco e espargos verdes. Muito saboroso… muito mesmo! quase proporcional ao muito pouco servido. A massa parecia caseira e de grande qualidade, os espargos finos eram também bons. O caldo era mais fraquito mas também era mais aroma que outra coisa.
Seguiu-se um rissoto divinal com bochecha de porco confitada. A bochecha estava excelente e o rissoto também era muuuuito bom apesar de não ser efectuado com arroz arbóreo(?!). Novamente a quantidade a pecar.
A sobremesa também era boa mas nada de relevo.
Em resumo não aconselho o menu de degustação, nem por sombras devido ás suas parcas quantidades
É um restaurante a visitar pelo menos uma vez, pela qualidade dos produtos e confecções irrepreensiveis,
Se ficar com fome é ir jantar a outro lado!
Molho Holandês
Ou molho Hollandaise.
Em jeito de repto ao nouvelle critico gastronómico açoriano, e porque ainda este mês li um excelente artigo do grande David Lopes Ramos na revista de vinhos, exactamente sobre a mesma temática – Molhos, faço aqui um post claramente gastronómico.
O molho hollandaise é um dos grandes molhos da alta cozinha francesa. Ou seja é uma das grandes bases para se fazer 1340561034957134875134875189347 que são apenas uma pequena parte dos molhos que existem no mundo.
Os outro molhos básicos ou grandes molhos da cozinha francesa são o Veloute (veludo) que é um molho branco normalmente á base de caldo de aves, o molho Béchamel, o molho de tomate e o molho espanhol ( demi-glace).
Um dos mais famosos “derivados” do molho holandês é o molho Béarnaise, muito mais conhecido que o primeiro até pela sua apetência com a carne, principalmente bifes. O molho holandês por sua vez, quando elaborado para ser consumido assim mesmo, normalmente é associado ao ovos Benetic ou como muito bem diz “Anton Ego” a uns bons espargos frescos escaldados. Ou grelhados, acrescento eu.
A origem do nome da coisa parece que provém do facto de este molho ser uma imitação de um molho que já existia na Holanda, ou seja, o molho originalmente deveria ter outro nome e efectivamente, segundo a wikipédia o molho chamava-se Molho Isigny da localidade francesa com o mesmo nome, famosa pela qualidade da sua manteiga.
Por cá comia-se – quando calhava- um bife com molho holandês no restaurante Praia Café na Vinha da Areia – Vila Franca do Campo.
Por lá, sei de vários grandes chefes que compraram uma bimby apenas e só para fazer o molho holandês.
SATA the one, the only
“SATA(n?) – the one, the only, the worst airline direct to Azores from US!”
é apenas um dos melhores guias de viagens do mundo!!
Açúcar
Gosto de proporcionar aos meus filhos refeições e alimentos com qualidade. Não que me preocupe demasiado com calorias e gorduras, mas é sempre bom sabermos o que se passa e o que comemos.
O pequeno almoço é deveras preocupante para quem tem esta mesma preocupação. É que os famosos cereais contem cada vez mais açúcar. E o problema é que a dita sociedade não está atenta e simplesmente as grandes marcas continuam a “enfiar” quilos de açúcar pelas gargantas abaixo dos nossos filhos.
Não há sequer pressão da sociedade para que este facto mude, pois enquanto encontramos vários cereais com “menos ferro” ou “mais ferro” (?!) ou ” menos calorias” nunca encontramos um com ” menos açúcar” e este é que era deveras importante.
Mas está o caro leitor a pensar.. mas o que raio se passa com este, que agora lhe deu para isto.
É que em cada 30 gr de cereais (e uma qualquer criança ao pequeno almoço, come o dobro) existem quase 10g de açúcar, ou seja um terço! Melhor ainda, um pacote de açúcar!! ou seja, por cada pequena porção de cereais que damos aos nossos filhos estamos a dar também um pacote de açúcar. Não será de estranhar que os casos de crianças com hipereractividade aumentem … também com o açúcar todo que as crianças consomem a toda a hora.
Faço aqui a minha chamada de atenção para que fiquemos todos mais atentos a esta questão.
Acho (e sem qualquer estudo que conheça a suportar esta opinião) que o açúcar tem uma contribuição maior que as gorduras no problema da obesidade infantil. Muito maior- e isso é de certeza- do que a importância que lhe damos.
Reparei numa consequência dos nossos hábitos báquicos, resultante deste açucarar da nossa alimentação, durante a ultima década.
É que os jovens hoje, em vez de “entrarem” no mundo dos vinhos através dos vinhos verdes leves e gasosos, agora o façam pelos syrah sobrematurados e muito doces que cada vez mais vamos encontrando pelas prateleiras.
e assim se fazem os novos gostos….
Vinhos Açorianos
Por vezes chateio-me a sério. Mas desta vez foi comigo mesmo.
Sempre pensei e aqui o defendi que devíamos apostar num bom espumante (ainda o defendo) isso porque a nossa condições climatéricas não nos permitiriam obter vinho sem ser com uma elevada acidez.
ASNO
não tenho outro nome.
Se ao menos conhecesse a realidade das nossa adegas…. é que infelizmente o que nos falta não é Sol.. mas sim técnicas de enologia.
Meus Deus! se vissem o que por aí anda…
Bem, o que interessa aqui é que o panorama está a mudar rapidamente, e pelos vistos a enorme procura que o turista estrangeiro veio trazer ao vinho Açoriano trouxe esta grande vantagem.. estamos a esforçar-nos por apresentar um produto digno do nome Açores.
Se provarem o Pedras Brancas da Graciosa, ou o tinta da Quinta da Jardinte (S. Miguel) ficarão espantados.
E o futuro promete pois os novos projectos que existem já dão muito boas indicações ainda que sem as vinhas terem pelo menos sete anos.. quando os tiverem vão dar ainda melhores vinhos com certeza, principalmente se associadas ao uso generalizado das novas técnicas de enologia.
e um verdelho velho? daqueles dos biscoitos, 100% verdelho com mais de 5 anos de estágio em garrafa? já provaram?
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